domingo, 9 de setembro de 2012


Antes mesmo do momento, teus olhos por dentro de mim andam a passeio. Enlaça os protetores braços, me aperta e nos mantêm cruzados em envolvente devaneio. O cheiro inebriante enlouquece, outros perfumes me aquecem, mas aquele, o dele, não para. E embriaga os sentidos, armados e munidos, contra o encanto que exala. O beijo me toca morno, e anseia o gozo do corpo, derrubado e febril. Tua carne à procura da minha, sacia o desejo que ainda tinha, restando exausta quem te serviu. Depois fareja a minha pele, guarda meu cheiro e se despede, cumprindo o que me prometeu. Grava no peito o momento efêmero, rumo a te perder no mundo inteiro, levando o que não pode ser meu.

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