quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

É um prefácio sem livro

Muso, canta os arianismos de Cris, filha de Marte, pai ignóbil que veio para esculhambar e foder com  tudo de vez, naquela noite de 14 de abril de 1986. Penso em não colocar o ano para não revelar o número de minhas primaveras, mas assim fica bem, já vai dito a idade e a pouca experiência da heroína dessa epopeia decadente. Se eu tenho problemas com passagem do tempo? É claro que tenho, quem não tem? Ora, não me venham com perguntas fora de propósito.

Não sou como a Carla, de 8 e ½, mas sou bem o tipinho de Áries. E sendo assim só posso cometer arianismos mesmo. Eu tenho praticamente uma carteirinha para agir como se o mundo fosse acabar em 10 dias. Não, em 10 segundos! Mas a pressa, impaciência e a necessidade quase física de que tudo aconteça na velocidade da luz são as minhas qualidades!! A coisa fica pior. Como ser eternamente impaciente e ansioso, não tenho saco – literalmente, inclusive – para coisas demoradas ou que não se resolvem. E como não tenho paciência de ficar enrolando muito tempo, já que logo enjoo e a vontade de algo totalmente novo aparece, não pretendo escrever, nem nesse texto nem aqui no blog, um manual do ariano. Pretendo escrever aquilo que estiver à disposição de se tornar externo a mim. O mesmo pode ser dito através de um dos arianismos, o da agressividade: o blog é meu e eu escrevo o que eu quiser.

Sinto apenas que, como Augusto dos Anjos, nasci sob a má influência dos signos do zodíaco. Por isso uso meus arianismos para justificar ações e atitudes totalmente descabidas ou precipitadas – pelo menos eu reconheço a desculpa esfarrapada.

E esse texto, cheio de referências mal dispostas, não serve nem à guisa de prefácio, pois isto aqui tampouco é um livro.

É, estou definitivamente sob um mau signo.

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